No teu amor por mim há uma rua que começa Nem árvores nem casas existiam antes que tu tivesses palavras e todo eu fosse um coração para elas Invento-te e o céu azula-se sobre esta triste condição de ter de receber dos choupos onde cantam os impossíveis pássaros a nova primavera Tocam sinos e levantam
Olá, Na semana passada publiquei uma crónica em que discorro sobre os novos começos que o final do Inverno nos proporciona. Sobre o crescimento pelo qual passamos durante os meses de reclusão e do quão diferentes somos quando chegamos ao outro lado da invernia. Eu escrevo com antecedência: regra geral, tenho os textos pensados e
qualquer mulher sabe que é preciso manter as tropas: passar a ferro as fardas parir herdeiros esfregar o chão / de joelhos o sarro sai melhor quem mais poderá explicar às crianças a ausência do soldado do empregado fabril do político fervoroso que põe o pão na mesa [1] se o sexo é político, imagina
