Esta semana, deixo-vos novamente com um poema. Descobri o Daniel Faria tarde, mas valeu a pena a demora. São poucos os que conseguem colocar em palavras o que me vai na alma. Este poema é um desses belos exemplos de como nos podemos deixar tocar pela beleza que a humanidade consegue criar, mesmo quando esculpimos
Viver é gerir expectativas. O Budismo ensina-nos que uma das grandes raízes da aflição humana é não conseguir saborear o momento presente, o aqui e agora. Estamos constantemente focados no que ainda há-de vir e agarrados ao que já passou. Parece que evitamos, ativamente, lidar com o que temos à nossa frente a cada momento
Nessa manhã, acordou a chorar. Há desesperanças cujo peso é suportado em lágrimas. Carpimos, sós, porque a dor teima em ser egoísta, porque nos dói só a nós e a dor dos outros habita-lhes no peito e salvaguarda as devidas distâncias. Ainda tinha os lençóis colados na pele enquanto soluçava: a impotência humana perante a
Secaram-me as palavras esta semana. A boca, pastosa, remeteu-se ao silêncio forçado de quem fica sem chão. A escrita acontece somente para mim, impossível de partilhar, incapaz de apaziguar. Deixo-vos com o tio Zoca: Sobraremos em versos nos dias futuros; hão-de abrir-nos, numa inesperada hora macia, e uma voz que dirá outros nomes, dias, esperanças,
Olá, espero que te encontres bem. O cursor apoderou-se da página, intermitente e hesitante. Eu sabia que queria escrever um texto sobre o regresso das férias e da pausa anual que faço destas crónicas, mas fui tomado por um vazio. Sentia que não tinha nada para vos dizer. Nestes momentos, o cursor usurpa o espaço
Olá, Tomei a decisão editorial de adiar o texto desta semana. As razões são várias: falta de tempo, de espaço mental, de vontade. Estou a gostar de escrever o texto que vai inaugurar o regresso à rotina – talvez Setembro seja, de facto, a altura em que deveríamos celebrar um novo ano. Mas é um
Olá, Chegou aquela altura do ano em que, de alguma forma, estas crónicas semanais são interrompidas. No primeiro verão desta newsletter cravei a alguns amigos que me viessem substituir. Foram impecáveis e, na minha ausência, deixaram aqui as suas palavras, de forma altruísta, para que não ficasse só a carregar o fardo. No ano passado
Olá, Não me tem apetecido escrever. Aliás, esta crónica arranca sobre um vazio absoluto de ideias. Terminei, há dias, o Tecnofeudalismo do Varoufakis: quis escrever sobre ele, tirei inclusivé algumas notas, mas faltam-me ganas. Para escrever basta alocar tempo e espaço do nosso dia ao mister; mas isso é uma escrita solta, com raízes no
Sentou-se num banco ao pé de um jardim. Era o começo do dia, as pessoas ainda procuravam chegar aos seus destinos, havia a promessa de um novo ciclo, cheio de possibilidades. Apesar das parecenças, não era o mesmo mundo do tempo dos seus pais. As rotinas tinham semelhanças, é certo, mas havia algo de estruturalmente
Já aqui escrevi, mais de uma vez, sobre a estrelinha que sinto que me acompanha há anos. Não há nada aqui de esotérico nesta afirmação: é a forma que encontrei para descrever a sorte e o privilégio com que cresci e que influenciaram muito do caminho que a minha vida tomou. Cresci num dos melhores
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