Category: Crónicas

A vida acontece. A morte também. E eu precisei de escrever sobre isto.

Para atravessar contigo o deserto do mundo Para enfrentarmos juntos o terror da morte Para ver a verdade para perder o medo Ao lado dos teus passos caminhei Por ti deixei meu reino meu segredo Minha rápida noite meu silêncio Minha pérola redonda e seu oriente Meu espelho minha vida minha imagem E abandonei os

Ensaio sobre o privilégio de ter bons amigos que cresceram connosco e a aventura de fazer novos amigos em adultos.

No teu amor por mim há uma rua que começa Nem árvores nem casas existiam antes que tu tivesses palavras e todo eu fosse um coração para elas Invento-te e o céu azula-se sobre esta triste condição de ter de receber dos choupos onde cantam os impossíveis pássaros a nova primavera Tocam sinos e levantam

Ou: a recusa da poesia de caca.

XLIV Saberás que não te amo e que te amo pois que de dois modos é a vida, a palavra é uma asa do silêncio, o fogo tem sua metade de frio. Eu amo-te para começar a amar-te, para recomeçar o infinito e não deixar de amar-te nunca: por isso é que ainda te não

Olá, Na semana passada publiquei uma crónica em que discorro sobre os novos começos que o final do Inverno nos proporciona. Sobre o crescimento pelo qual passamos durante os meses de reclusão e do quão diferentes somos quando chegamos ao outro lado da invernia. Eu escrevo com antecedência: regra geral, tenho os textos pensados e

na hora de pôr a mesa, éramos cinco:o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãse eu. depois, a minha irmã mais velhacasou-se. depois, a minha irmã mais novacasou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,na hora de pôr a mesa, somos cinco,menos a minha irmã mais velha que estána casa dela, menos a minha irmã

A fechar o Inverno.

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