Olá, Ultimamente, tenho-me cruzado com fotografias antigas. Vou desfazendo a casa dos meus pais com mais de 40 anos de existência e encontrando pequenos tesouros. Muitos apertam-me o coração, depois a garganta e quase sempre acabo a chorar, num misto de saudosismo com uma profunda sensação de vazio. Nas fotografias, vejo-me em bebé, rodeado de
Olá, Os dias discorrem lentamente, numa amálgama de acontecimentos. Evito sentir e, para isso, vou fazendo coisas. Tarefas, burocracias, arranjos, vendas, organizações. Não deixa de ser engraçado porque eu não sou nada disto: lá em casa quem monta os móveis do IKEA é a Sofia. Por norma, procrastino pequenos arranjos em falta lá por casa,
Olá, O meu pai morreu no dia dezanove de Fevereiro. Tenho escrito muito no meu diário sobre isto – quis guardar detalhes que, aquando da minha mãe, perdi por completo. Mas esta crónica é a segunda tentativa de escrever sobre esta perda publicamente. A primeira versão, um outro documento, é demasiado crua, pessoal e transparente.
