Olá, Ultimamente, tenho-me cruzado com fotografias antigas. Vou desfazendo a casa dos meus pais com mais de 40 anos de existência e encontrando pequenos tesouros. Muitos apertam-me o coração, depois a garganta e quase sempre acabo a chorar, num misto de saudosismo com uma profunda sensação de vazio. Nas fotografias, vejo-me em bebé, rodeado de
Olá, Os dias discorrem lentamente, numa amálgama de acontecimentos. Evito sentir e, para isso, vou fazendo coisas. Tarefas, burocracias, arranjos, vendas, organizações. Não deixa de ser engraçado porque eu não sou nada disto: lá em casa quem monta os móveis do IKEA é a Sofia. Por norma, procrastino pequenos arranjos em falta lá por casa,
Olá, O meu pai morreu no dia dezanove de Fevereiro. Tenho escrito muito no meu diário sobre isto – quis guardar detalhes que, aquando da minha mãe, perdi por completo. Mas esta crónica é a segunda tentativa de escrever sobre esta perda publicamente. A primeira versão, um outro documento, é demasiado crua, pessoal e transparente.
Olá, Há momentos na vida em que a capitulação se pode apresentar como uma inevitabilidade. Passaram poucas semanas desde que aqui escrevi sobre o compromisso em tomar uma posição literária e assumir um dos acordos ortográficos. Julguei eu que a minha vasta experiência em facilitismo funcional me tinha orientado para a escolha óbvia: do antigo
Olá, Inacreditavelmente, escrevi o meu primeiro conto em anos. É-me difícil de crer porque foi custoso escrevê-lo – demasiadas vezes achei que não o ia terminar, que era uma tarefa impossível. Há um esforço hercúleo em idear uma história – podia ser um falso modesto e justificar esta dificuldade com um putativo perfeccionismo. Mas a
Olá, Um dos grandes choques que tive quando me compreendi como pai foi ter que tentar dar ferramentas aos meus filhos que eu próprio não domino. Como se lhes tivesse que ensinar a operar uma máquina sem nunca a ter visto. Sendo um homem criado numa estrutura patriarcal, as questões emocionais nunca foram lineares, bem
Somos todos escritores, só que alguns escrevem e outros não. – José Saramago, Globo 1997 No princípio era o sonho Estava na primária quando pedi aos meus pais para imprimir um poema que tinha escrito. Infelizmente, não ficou para a posteridade. Tenho vaga ideia de ser uma estrofe, talvez duas. Não me recordo ao certo
Olá, Tenho o enorme privilégio de ter na minha vida inúmeras pessoas a quem agradecer por uma porrada de coisas diferentes. Mas a minha gratidão extende-se às pessoas que nalgum momento atravessaram a minha vida e me ajudaram, de forma altruísta. Definamos, pois, o que é apoiar com a ajuda da Infopédia: apoio nome masculino
Olá, Descobri o sentido da vida. Não o significado partilhável e digerível por outros: a isso não me atrevo. Mas, nesta sexta-feira, arrisco a armar-me ao pingarelho com o que ele significa para mim, nesta conjuntura estrutural e estelar que grassa nos céus e nos rodeia. Fruição. O espremer do néctar da vida seja lá
