Author: João Azevedo

Olá, Deparei-me com um artigo de opinião muito interessante de um expat sobre Portugal. Na sua análise do laissez-faire lusitano, ele levanta questões interessantíssimas e que eu acho que descrevem a experiência da Portugalidade na perfeição. Foi numa nota da Rita Dantas – cujos textos e partilhas nunca desiludem – e tenho que admitir que

Olá, Tive a sorte de crescer ao lado de salas de cinema. Morei perto do King, do Quarteto, do Londres e do Alpha. Comecei a ver filmes cedo. Primeiro, era deixado na sala de cinema pela minha mãe. Não me recordo ao certo se ela chegou a ficar comigo nas primeiras vezes. Depois, tornei-me independente:

Olá, Não me lembro se alguma vez me senti inteiro. O que é ser-se inteiro? É uma boa questão. É difícil descrever uma sensação que penso nunca ter sentido. Não se trata apenas de sentir-me satisfeito ou completo com a vida que levo, embora também envolva isso. É mais sobre sentir que vivo aquém daquilo

Olá, Vou fazer quarenta anos este mês. É um número redondo que encerra uma década e abre outra. Sou uma pessoa totalmente diferente da que era há dez anos. Cresci, desenvolvi novos discernimentos, aprendi novos valores e intenções. Estou mais calmo: pareço os adultos que observava há 25 anos, menos urgentes, menos intensos. Também fui

Olá, Parte do ano visto o chapéu de professor num CTeSP. Antes de ser convidado para lecionar neste curso, nem sabia o que era esta categoria do ensino superior. É um curso técnico superior profissional, o primeiro na hierarquia, antes da licenciatura. Permite obter 120 ECTS e, a partir daí, ingressar no mercado de trabalho

Olá, Ao ouvir um podcast sobre anarquismo, escutei em palavras o porquê de tanto embicar com a autoridade. É uma definição do Chomsky que não conhecia: “authority, unless justified, is inherently illegitimate and that the burden of proof is on those in authority. If this burden can’t be met, the authority in question should be

Olá, Tinha começado a escrever uma crónica. Falava sobre autoridade, citei Bukowski e ia relacionar o meu problema com figuras autoritárias com a falta de justificação para esse autoritarismo. Talvez a acabe para a semana. Escrevi outra. Falava de coisas que acabei por ter que me auto-censurar: não quero que me leiam tudo. Hoje, se

Olá, Comecei a escrever esta crónica no dia a seguir às autárquicas. Como pessoa de esquerda, acordei a precisar de um gaviscon e muita água das pedras para começar a digerir esta cimentação à direita. Imagino que, por este país fora, haja muita gente como eu: incrédula, desanimada e forçada a refletir nas causas, consequências

Olá, Os ciclos acontecem. O sol nasce e põe-se todos os dias, teimando em fazer o seu percurso finito por milhares de milhões de anos. As estações sucedem-se; a humanidade tem vindo a tirar o tapete às temperaturas e chuvas e ventos, mas as proporções de luz mantêm-se iguais. Os equinócios marcam os ritmos circadianos,

Olá, Esta semana recomeço o meu papel como professor. É um João diferente que, passados mais de dez anos da primeira experiência, ainda se sente mais aluno que professor. Não me revejo no papel de sabedor omnisciente que vi tantos professores desempenharem, a esforçarem-se por esconder a sua insegurança através de uma couraça e a

1 2 3 4 5 6 12