Olá, Chegou aquela altura do ano em que, de alguma forma, estas crónicas semanais são interrompidas. No primeiro verão desta newsletter cravei a alguns amigos que me viessem substituir. Foram impecáveis e, na minha ausência, deixaram aqui as suas palavras, de forma altruísta, para que não ficasse só a carregar o fardo. No ano passado
Olá, Não me tem apetecido escrever. Aliás, esta crónica arranca sobre um vazio absoluto de ideias. Terminei, há dias, o Tecnofeudalismo do Varoufakis: quis escrever sobre ele, tirei inclusivé algumas notas, mas faltam-me ganas. Para escrever basta alocar tempo e espaço do nosso dia ao mister; mas isso é uma escrita solta, com raízes no
Olá, Ocasionalmente sinto nas vísceras algo que não sei definir com precisão. Será inveja? Consultei a infopédia: Eu conheço perfeitamente esta sensação, a chamada dor de cotovelo e, sim, também a sinto. É parecido, mas não é bem isso que estou a tentar descrever. Permitam-me explicar: é o “desejo de possuir algo que outra possui
Olá, Inacreditavelmente, escrevi o meu primeiro conto em anos. É-me difícil de crer porque foi custoso escrevê-lo – demasiadas vezes achei que não o ia terminar, que era uma tarefa impossível. Há um esforço hercúleo em idear uma história – podia ser um falso modesto e justificar esta dificuldade com um putativo perfeccionismo. Mas a
Olá, Um dos grandes choques que tive quando me compreendi como pai foi ter que tentar dar ferramentas aos meus filhos que eu próprio não domino. Como se lhes tivesse que ensinar a operar uma máquina sem nunca a ter visto. Sendo um homem criado numa estrutura patriarcal, as questões emocionais nunca foram lineares, bem
Somos todos escritores, só que alguns escrevem e outros não. – José Saramago, Globo 1997 No princípio era o sonho Estava na primária quando pedi aos meus pais para imprimir um poema que tinha escrito. Infelizmente, não ficou para a posteridade. Tenho vaga ideia de ser uma estrofe, talvez duas. Não me recordo ao certo
