Secaram-me as palavras esta semana. A boca, pastosa, remeteu-se ao silêncio forçado de quem fica sem chão. A escrita acontece somente para mim, impossível de partilhar, incapaz de apaziguar. Deixo-vos com o tio Zoca: Sobraremos em versos nos dias futuros; hão-de abrir-nos, numa inesperada hora macia, e uma voz que dirá outros nomes, dias, esperanças,
Olá, O meu pai morreu no dia dezanove de Fevereiro. Tenho escrito muito no meu diário sobre isto – quis guardar detalhes que, aquando da minha mãe, perdi por completo. Mas esta crónica é a segunda tentativa de escrever sobre esta perda publicamente. A primeira versão, um outro documento, é demasiado crua, pessoal e transparente.
