Nessa manhã, acordou a chorar. Há desesperanças cujo peso é suportado em lágrimas. Carpimos, sós, porque a dor teima em ser egoísta, porque nos dói só a nós e a dor dos outros habita-lhes no peito e salvaguarda as devidas distâncias. Ainda tinha os lençóis colados na pele enquanto soluçava: a impotência humana perante a
Secaram-me as palavras esta semana. A boca, pastosa, remeteu-se ao silêncio forçado de quem fica sem chão. A escrita acontece somente para mim, impossível de partilhar, incapaz de apaziguar. Deixo-vos com o tio Zoca: Sobraremos em versos nos dias futuros; hão-de abrir-nos, numa inesperada hora macia, e uma voz que dirá outros nomes, dias, esperanças,
Olá, espero que te encontres bem. O cursor apoderou-se da página, intermitente e hesitante. Eu sabia que queria escrever um texto sobre o regresso das férias e da pausa anual que faço destas crónicas, mas fui tomado por um vazio. Sentia que não tinha nada para vos dizer. Nestes momentos, o cursor usurpa o espaço
