Olá,
Tomei a decisão editorial de adiar o texto desta semana. As razões são várias: falta de tempo, de espaço mental, de vontade. Estou a gostar de escrever o texto que vai inaugurar o regresso à rotina – talvez Setembro seja, de facto, a altura em que deveríamos celebrar um novo ano. Mas é um texto que ainda precisa de reflexão e de maturação; assim sendo, não vou apressar a escrita.
Por isso, estou quase de volta. Mas não queria deixar de publicar dentro do agendamento semanal que já existe há três anos. Deixo-vos um dos últimos poemas que mexeu comigo, da Maria Duran. Ficam em boa companhia, garanto-vos.
Depois do adeus
Vira-te para trás para um último aceno, caminha rindo como se deus fosse olhar por cima do Seu ombro numa despedida de amigo e sorrir com bochechas quentes dos teus beijos para te lembrar. Para te lembrar que ficaste de enviar mensagem quando chegares a casa. Para te lembrar que a chegada a casa não é tua é também de quem beijas. Como se deus se importasse. Não o meu, o teu deus. O meu ficou no assento do metro, viaja para outra paragem para trocar de linha para ir para outra cidade de onde nunca vai regressar, não, nem uma mensagem de chegada.
Maria Duran – Pesquisa Poética de Vida com Janelas Abertas
Até para a semana,
João
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