Olá, Ultimamente, tenho-me cruzado com fotografias antigas. Vou desfazendo a casa dos meus pais com mais de 40 anos de existência e encontrando pequenos tesouros. Muitos apertam-me o coração, depois a garganta e quase sempre acabo a chorar, num misto de saudosismo com uma profunda sensação de vazio. Nas fotografias, vejo-me em bebé, rodeado de
Olá, Os dias discorrem lentamente, numa amálgama de acontecimentos. Evito sentir e, para isso, vou fazendo coisas. Tarefas, burocracias, arranjos, vendas, organizações. Não deixa de ser engraçado porque eu não sou nada disto: lá em casa quem monta os móveis do IKEA é a Sofia. Por norma, procrastino pequenos arranjos em falta lá por casa,
Olá, O meu pai morreu no dia dezanove de Fevereiro. Tenho escrito muito no meu diário sobre isto – quis guardar detalhes que, aquando da minha mãe, perdi por completo. Mas esta crónica é a segunda tentativa de escrever sobre esta perda publicamente. A primeira versão, um outro documento, é demasiado crua, pessoal e transparente.
Olá, Há momentos na vida em que a capitulação se pode apresentar como uma inevitabilidade. Passaram poucas semanas desde que aqui escrevi sobre o compromisso em tomar uma posição literária e assumir um dos acordos ortográficos. Julguei eu que a minha vasta experiência em facilitismo funcional me tinha orientado para a escolha óbvia: do antigo
Olá, Não sei bem como pensar o ano que terminou há dias. O calendário gregoriano não é a estrutura cíclica anual mais relevante para mim: sem dúvida que o ano escolar faz-me mais sentido para balizar intenções, reflexões e arranques de novos projetos pessoais, já aqui o escrevi. Mas este ano que terminou não foi
Olá, Este texto é hoje publicado, no dia 26 de Dezembro. Mas começou a ser escrito semanas antes. À data da publicação, o Natal já passou: ainda haverá família a dormir no escritório e acalento a esperança de ainda ter restos de azevias e bolo rainha na mesa de jantar. Mas a celebração do nascimento
Olá, A minha tia predileta perguntou-me recentemente se eu sentia falta de ter uma religião. A pergunta veio no seguimento de lhe ter falado que achei interessante uma conversa do Despolariza com três padres jesuítas que, a dada altura, me encaminhou para uma outra, com o Tiago Cavaco, pastor protestante e evangélico. Já conhecia o
Olá, Deparei-me com um artigo de opinião muito interessante de um expat sobre Portugal. Na sua análise do laissez-faire lusitano, ele levanta questões interessantíssimas e que eu acho que descrevem a experiência da Portugalidade na perfeição. Foi numa nota da Rita Dantas – cujos textos e partilhas nunca desiludem – e tenho que admitir que
Olá, Ao ouvir um podcast sobre anarquismo, escutei em palavras o porquê de tanto embicar com a autoridade. É uma definição do Chomsky que não conhecia: “authority, unless justified, is inherently illegitimate and that the burden of proof is on those in authority. If this burden can’t be met, the authority in question should be
