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On Novembro 29, 2024porJoão Azevedo

Olá,

Sempre gostei de celebrar o meu aniversário. É uma altura do ano onde tenho o pretexto ideal para rodear das pessoas de quem mais gosto e partilhar tempo. Fiz trinta e nove anos. Estou no último retorno solar desta década de que me trouxe de tudo. Mas tenho aprendido a aceitar e a encaixar o que me acontece. Acima de tudo, permiti-me ser quem sou.

Cresci muito nestes últimos anos. Olho em retrospetiva e, muitas vezes, não reconheço os diferentes Joões do meu passado. Talvez porque, ao longo da minha vida, tenha tido uma enorme necessidade de ser aceite e, por isso, mascarado muitas coisas que fazem parte do tecido de quem sou. Fui Joões que, simplesmente, não era eu, para poder simular caixinhas onde me poderia arrumar, social e individualmente. Demorei anos até perceber que quem eu sou não pode ser guardado numa caixa; sou demasiado grande para um rótulo e recentemente encontrei paz nesta conclusão. Já aqui escrevi sobre a liberdade que é podermos ser quem somos. Parece simples, mas não é. É necessária toda uma desconstrução das aprendizagens e condicionamentos que moldam a forma como nos vemos e percecionamos. É preciso, também, a aceitação radical de quem somos e só desta forma poderemos munir-nos de ferramentas para integrar aspetos que nos deixam confortáveis. Abraçar as nossas sombras e saber coexistir com elas de uma forma saudável é uma arte que poucos aprendem a dominar na vida. Começo, ao de leve, a sentir o que pode ser esta coexistência, tendo sempre a noção de que estamos a falar de um processo moroso, sem meta. Aliás, o processo em si é a meta, sem fim à vista. Provavelmente, morrerei ainda a aprender a ser quem sou. Há uns anos este conceito era muito desconfortável: achava que precisava saber quem sou e agir em conformidade para ser pleno, para viver. Hoje sei que sou muitas coisas em determinados momentos e só preciso de agir de acordo com as minhas intenções, a cada momento.

O meu aniversário acaba por ser um bom pretexto para a autoreflexão. Olhar para dentro e perceber de que forma aqui cheguei e para onde quero ir. Revejo as minhas intenções. Quero continuar a trilhar este caminho onde me permito ser eu. Quero continuar a ser presente e consciente com as pessoas que mais amo. Quero viver uma vida alinhado com os meus valores e expressá-los de todas as formas, sem medo de julgamentos. E quero continuar a permitir-me viver as coisas que me fazem bem, de que gosto, de forma equilibrada e respeitando as liberdades de quem me rodeia. Vêm aí mudanças e dificuldades, como em todas as fases da vida. Quero continuar a ser capaz de as aceitar e, dessa forma, as poder viver da forma mais consciente e plena possível. Crescer com as adversidades, tanto como com as coisas boas.

O que é que eu quero para a próxima volta ao Sol? Quero continuar a dar prioridade em ter tempo para me cuidar física, psicológica e emocionalmente. Desta forma, posso estar mais centrado e pleno no tempo que partilho com quem mais amo. Quero continuar a escrever, ser consistente. Quero continuar a aprender; manter a mente de principiante e questionar e duvidar de tudo. Estar aberto a novas realidades e adiar o mais possível a cristalização da minha inteligência. Quero ser melhor pai, acolhendo as necessidades dos meus dois filhos, com amor, carinho e muito colo. Quero estar com a minha família, falar e rir com todos eles, mais vezes. E quero continuar a chegar a casa e poder contar com o farol que a Sofia é na tempestade que a minha vida às vezes.

Escrevi isto no ano passado, quando fiz trinta e oito anos. Sorrio ao perceber que cumpri com os meus desígnios todos e que me superei. Enfrentei tempestades interiores complicadas e, hoje, tenho o mais importante: estou, falo e rio com a minha família. Sabem-me bem, fazem-me bem. E continuo com uma sorte imensa em ter o mesmo farol ao meu lado, que me vai dando luz nas piores das tempestades. É bom poder ser acolhido desta forma, com este amor, principalmente quando mais precisei e, muitas vezes, menos mereci.

Abraço-vos,

João

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Escotismo – Nas pisadas de Baden-Powell

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2 comments

  • João Madureira - Nutricionista Novembro 29, 2024 at 10:05 am - Responder

    Muitos parabéns! Que todos sejam felizes por aí! Abraços!

    • João Azevedo Dezembro 2, 2024 at 8:50 am - Responder

      Obrigado, João. Um abraço!

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