Olá, Na semana passada publiquei uma crónica em que discorro sobre os novos começos que o final do Inverno nos proporciona. Sobre o crescimento pelo qual passamos durante os meses de reclusão e do quão diferentes somos quando chegamos ao outro lado da invernia. Eu escrevo com antecedência: regra geral, tenho os textos pensados e
Poemário: "Na hora de pôr a mesa, éramos cinco." de José Luís Peixoto
na hora de pôr a mesa, éramos cinco:o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãse eu. depois, a minha irmã mais velhacasou-se. depois, a minha irmã mais novacasou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,na hora de pôr a mesa, somos cinco,menos a minha irmã mais velha que estána casa dela, menos a minha irmã
A fechar o Inverno.
Poemário: "A Importância do Pequeno Almoço" de Francisca Camelo
qualquer mulher sabe que é preciso manter as tropas: passar a ferro as fardas parir herdeiros esfregar o chão / de joelhos o sarro sai melhor quem mais poderá explicar às crianças a ausência do soldado do empregado fabril do político fervoroso que põe o pão na mesa [1] se o sexo é político, imagina
Ou como me apercebi que o Instagram não me fazia bem.
Poemário: "A Propósito de Estrelas" de Adília Lopes
Não sei se me interessei pelo rapaz por ele se interessar por estrelas se me interessei por estrelas por me interessar pelo rapaz hoje quando penso no rapaz penso em estrelas e quando penso em estrelas penso no rapaz como me parece que me vou ocupar com as estrelas até ao fim dos meus dias
Enfrentar a solidão em frente a um palco.
Poemário: "A Defesa do Poeta" de Natália Correia
“A defesa do poeta” – Natália Correia Senhores jurados sou um poeta um multipétalo uivo um defeito e ando com uma camisa de vento ao contrário do esqueleto. Sou um vestíbulo do impossível um lápis de armazenado espanto e por fim com a paciência dos versos espero viver dentro de mim. Sou em código o
Privilégios, consciência e compreender onde a nossa liberdade pisa a dos outros.
Poemário: "Adeus" de Eugénio de Andrade
Enchi-me de coragem na semana passada e gravei um poema da Maria Teresa Horta. Achei que era o mínimo que podia fazer na semana em que a perdemos. E decidi continuar a publicar um poema por semana: por agora, às quartas. Porque acho que um pouco de poesia a meio da semana não fará mal
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