Poemário: "Para atravessar contigo o deserto do mundo" de Sophia de Mello Breyner Andresen
Para atravessar contigo o deserto do mundo Para enfrentarmos juntos o terror da morte Para ver a verdade para perder o medo Ao lado dos teus passos caminhei Por ti deixei meu reino meu segredo Minha rápida noite meu silêncio Minha pérola redonda e seu oriente Meu espelho minha vida minha imagem E abandonei os
Ensaio sobre o privilégio de ter bons amigos que cresceram connosco e a aventura de fazer novos amigos em adultos.
No teu amor por mim há uma rua que começa Nem árvores nem casas existiam antes que tu tivesses palavras e todo eu fosse um coração para elas Invento-te e o céu azula-se sobre esta triste condição de ter de receber dos choupos onde cantam os impossíveis pássaros a nova primavera Tocam sinos e levantam
Ou: a recusa da poesia de caca.
Poemário: "Saberás que não te amo…" de Pablo Neruda
XLIV Saberás que não te amo e que te amo pois que de dois modos é a vida, a palavra é uma asa do silêncio, o fogo tem sua metade de frio. Eu amo-te para começar a amar-te, para recomeçar o infinito e não deixar de amar-te nunca: por isso é que ainda te não
Olá, Na semana passada publiquei uma crónica em que discorro sobre os novos começos que o final do Inverno nos proporciona. Sobre o crescimento pelo qual passamos durante os meses de reclusão e do quão diferentes somos quando chegamos ao outro lado da invernia. Eu escrevo com antecedência: regra geral, tenho os textos pensados e
Poemário: "Na hora de pôr a mesa, éramos cinco." de José Luís Peixoto
na hora de pôr a mesa, éramos cinco:o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãse eu. depois, a minha irmã mais velhacasou-se. depois, a minha irmã mais novacasou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,na hora de pôr a mesa, somos cinco,menos a minha irmã mais velha que estána casa dela, menos a minha irmã
A fechar o Inverno.
Poemário: "A Importância do Pequeno Almoço" de Francisca Camelo
qualquer mulher sabe que é preciso manter as tropas: passar a ferro as fardas parir herdeiros esfregar o chão / de joelhos o sarro sai melhor quem mais poderá explicar às crianças a ausência do soldado do empregado fabril do político fervoroso que põe o pão na mesa [1] se o sexo é político, imagina
Ou como me apercebi que o Instagram não me fazia bem.
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